Sunday, November 26, 2006

Me mandaram pro Inferno...E eu me diverti!!

- E aí, vamos pro inferno?
- Hein? Que inferno?
- Na rua Augusta!
Convite estranho...
Como assim me mandam ir para o inferno na cara de pau e desta vez eu nem tinha feito nada! Na verdade, trata-se de uma casa de rock lá na Augusta.

- Ah, rola umas pessoas estranhas!
- Estranhas como?
- Ah, estranhas!!

De início estava ficando desanimada. Não entendo nada de rock, só as minhas bandas preferidas - Engenheiros do Hawaii, Titãs, Nenhum de nós, CPM 22 - rock nacional, rock brazuka.

Borderlinerz??
Flaming Moe??

Nunca ouvi falar nada deles na minha vida até então. Mas como diz a música "Novos Horizontes" do Engenheiros, é preciso "explodir as grades e voar, não tenho para onde ir, mas não quero ficar...Novos horizontes, se não for isso o que será?"
Então, eu fui.

Troquei a H. News pelo Inferno...
Tudo começava a conspirar contra.
Choveu muito.
Fizemos um esquenta antes numa padoka - aliás, eles fizeram, dessa vez não tomei nada, quis evitar ficar zuada e estragar a noite dos outros de novo.
Enfim, pisei na poça, tomei chuva, mas enfim chegamos na Augusta 501.

E foi muito louco!!
Pq meus amigos ficaram loucos!!
Dançamos, ELES cantaram, por que eu não conhecia uma música sequer, e zuamos.
Rolou até gelo nas roupas e cabelos molhados de cerveja...

E curti bastante a música "Bula" do Borderlinerz -

"Os sintomas são frequentes, me segura estou caindo, a resposta é devagar, a resposta é devagar, a resposta é devagar. O tempo passa e o efeito vai perdendo a sua ação. Paranóia traz de volta a dor no meu coração. Não, eu não sei mais se eu vou em frente ou volto atrás...Aumentar a dose da medicação"

Fui para o inferno no fim de semana e recarreguei as minhas energias para aguentar o inferno da faculdade.
Aula de rádio com Bufah em plena segunda, ninguém merece...

Enfim, vão todos para o Inferno...Club!!

Sunday, November 19, 2006

Família, família...Papai, mamãe, vovó, titia...

Quando eu era criança, tinha o costume de ir aos domingos almoçar com meus avós.
Um domingo era frango assado - prato preferido do meu irmão - no outro, era macorronada, o meu preferido.
Reuníamos-nos em torno da mesa e os adultos conversavam, enquanto as crianças se esbaldavam na Coca-cola.
Crescemos.
Perdemos esse costume.
Em casa, todos almoçavam no seu próprio horário, assistindo televisão, na cozinha ou na frente do computador.
Então, meu irmão foi para o Japão.
Comecei a faculdade, á noite e o estágio de manhã. Deixei de ver meu pai durante a semana, o via apenas de sábado e domingo. Ás vezes só nos domingos, pois ele costumava sair de sábado de manhã e eu á noite, então só no dia seguinte nos víamos.
Alguns anos se passaram.
Meu irmão voltou e, de repente, em um sábado, estávamos novamente em torno de uma mesa, conversando animadamente. Agora as crianças participam das conversas.
Foi gostoso.
Mas não tão bom quando a família se reúne quando falta luz.
Sem televisão, sem computador, sem rádio...A opção é conversar no escuro. Tirando fotos com a máquina digital.
- Não tira foto no escuro, depois aparece algo "a mais" na foto...- comenta meu irmão.
- Não tirem o chinelo de borracha, tá trovejando! - diz minha mãe.
Eles dizem que não acreditam disso, mas também não tem certeza de que não seja verdade. Na dúvida...
No escuro, invadimos o quarto dos nossos pais. Na cama de casal, meu irmão, minha mãe e eu. Meu pai já não cabe mais na cama também, por que meu irmão cresceu demais. Então ele deita no colchão.
Risadas, muitas risadas.
Meu pai é um palhaço, meu irmão também.
Minha mãe e eu também fazemos as nossas graças.
Foi divertido.
A luz volta.
Meu irmão vai assistir televisão.
Meus pais vão escutar rádio.
E eu volto para o pc para escrever este texto e só para registrar: adoro meus momentos familiares!