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Sunday, June 29, 2008

Sobre sexo e cidade!

Hoje fui assistir Sex and City no cinema, com duas amigas, a irmã e a amiga da irmã de uma delas. Confesso que nunca assisti ao seriado. E se a trama da série também é voltada para casamento e o homem ideal, acho que não conseguiria assistir por muito tempo. 2horas e 25 minutos foram o suficiente!
É engraçado, é entretenimento. Mas não sei porque esse medo todo de casamento, essa insegurança masculina de oficializar um romance que já dura há, pelo que eu entendi do filme, dez anos. Dez anos é uma vida, é um casamento por si só. A cerimônia é apenas uma oficialização daquilo que já estava sendo consumado.
Perder a liberdade? Depende. Se o que considerarem como liberdade for catar um monte de mulherada...Na teoria, você também não pode fazer isso enquanto namora. Também seria de boa educação não o fizer enquanto está 'enrolado' com alguém.
De qualquer modo, também não entendo o lado feminino. Não digo sobre encontrar o homem ideal, mas...Pra que toda essa papagaiada de vestido de noiva?A personagem principal se deixa envolver tanto pelo seu entusiamo com a preparação da festa de casamento que assusta o noivo - não é pra menos...Uma festa com 200 convidados????
Ninguém tem tanto parente assim. Pelo menos não parentes próximos e não os desejáveis para uma festa tão íntima. Eu não tenho esse número de pessoas nem no meu orkut!Talvez eu não entenda por que não passei por isso ainda.
De qualquer modo, não sei pra que tanto medo e tanta bajulação em torno de algo que hoje em dia é tão solúvel quanto açúcar na água. Divórcio. É alto o número de pessoas que se divorciam em poucos anos de casados. É uma pena, muitas pessoas não levam o casamento a sério e nas primeiras dificuldades se divorciam. Mas ainda assim, é grande o número de homens que tem medo do matrimônio e grande o número de mulheres que sonham em se casar de véu e grinalda.
Em um vestido branco.
É um tanto contraditório.
Acho que eu ficaria satisfeita em apenas encontrar aquela pessoa que vai segurar a minha mão, até ela ficar enrugada pela passagem do tempo. Sem toda essa papagaiada de véu e grinalda. As mulheres podem achar o vestido mais bonito do mundo, mas ele ainda assim vai ser aquilo que deixará o noivo com muito, muito medo!
Claro que há exceções.
Enfim, no geral, é um filme assistível.
Mas não pagaria 9 reais para assistir sem a companhia das minhas amigas.

Friday, June 06, 2008

Sobre amores frustrados...

Não, eu não vou falar sobre minhas experiências, ainda mais por que meu histórico de amores frustrados não é tão extenso assim a ponto de virar um artigo...

Amores frustrados é o tema que eu vi o diretor Wong Kar Wai retratar em três filmes: Amor à flor da pele, 2046 - Os segredos do Amor e, recentemente, Um beijo roubado.

Confesso que, ao ler a sinopse deste filme, na época da 30º Mostra Internacional de Cinema (desculpem, não lembro o ano), fiquei bastante interessada, mas as críticas negativas me desanimaram. O elenco também não foi muito inspirador. Preconceito? Pode ser que seja. A idéia de cantora que decide ser atriz ainda é meio complicada de engolir a seco, embora eu aprecie isso nos produtos da indústria cultural japonesa (as novelas japas são recheadas de cantores atuando).

Eu assisti aos filmes "Amor a flor da pele" e sua seqüela "2046 - os segredos do amor" na época em que fizeram parte de um ciclo de filmes orientais no Cinusp. Tenho que admitir que minha maior motivação para assisti-lo foi a participação do ator japonês Takuya Kimura no segundo filme. No entanto, por conta dessa experiência, eu descobri um talentoso diretor. Seu modo de dirigir é delicado e romântico, com cenas escuras, lentas, belas trilhas sonoras e cujo foco maior é sempre o amor e suas vertentes.

Ambos os filmes merecem uma análise bem profunda e mais técnica, principalmente por que o estilo de filmar do diretor Wong Kar Wai é diferente, mas para o meu post, vou me concentrar no enredo e na questão do amor.



Em "Amor a flor da pele" temos o romance proibido de um rapaz, interpretado por Tony Leung, e uma moça, vivida pela famosa Maggie Cheung, vizinhos, cujos respectivos pares estão sempre ausentes. Apesar da facilidade para consumarem uma traição, isto não fica explícito no decorrer deste filme, nem em sua sequência.

Já no filme "2046", o protagonista está de volta, mas a sua paixão inesquecível resume-se em cenas de memórias. Ainda que ele se envolva com outras mulheres durante esta película, nenhuma delas consegue superar o seu velho amor.

Ele está escrevendo um livro, baseado em cenas e pessoas do seu cotidiano, no qual os protagonistas estão em um trem futurista em busca de suas memórias e retrata um amor "impossível" entre uma ciborg e um rapaz.
Ambos os filmes possuem uma fotografia indescritível, além do estilo próprio de Wong Kar wai (cenas escuras, slow motion).

Essa era a base que eu tinha antes de assistir "Um beijo roubado". Nesta produção, mais uma vez estamos diante de um amor frustrados.

Norah Jones é Elizabeth, uma mulher que descobre-se traída e por fim abandonada por seu namorado. Apóia-se nas conversas com o dono de uma cafeteria, Jeremy, interpretado por Jude Law. A protagonista parte, então, para uma viagem de auto-conhecimento. Depara-se com outros personagens frustrados em relacionamentos afetivos, seja com o ex-marido ou em uma relação conflitante com o pai. A partir desse momento, Elisabeth passa a ser uma observadora do mundo. Assiste aos dramas das pessoas em sua volta e aos poucos consegue reformular seus sentimentos até estar pronta para retornar ao seu ponto de partida: o café de Jeremy.

É mais um filme que discute amor. E mais um filme em que as falas e os personagens são mais importantes que os lugares e os cenários. Se o telespectador deixar passar algumas frases, perde-se o fio da meada e acaba desconhecendo a história e mesmo alguns personagens.

Por exemplo, o namorado de Norah Jones no filme só aparece entre as conversas das personagens Elizabeth e Jeremy, assim como o pai da jogadora de pôquer, ele não precisa aparecer para termos sua imagem em nosso imaginário devido as experiências divididas de sua filha com Elizabeth.

Assim como nas outras películas, o modo de filmar/gravar as cenas é diferente. É peculiar. É Wong Kar Wai.
É verdade que essa forma de filmar, em slowmotion, com cenas granuladas, como se fossem um filme antigo, e cores fortes, torna-se cansativa quando usada em excesso. Além disso, há cenas que nos fazem lembrar dos filmes anteriores, principalmente de Maggie Cheung em “Amor à flor da pele”, fato que levou alguns críticos a dominarem “Um beijo roubado” como remake americano do outro filme.

Ainda assim, embora não seja um filme espetacular, é totalmente válida a primeira experiência do diretor em solo americano. Principalmente para quem curte e acompanha o trabalho deste diretor chinês.

Enfim, é um filme que se pode perder algumas longas linhas em discussão, numa tentativa de desconstruí-lo para absorvê-lo por completo. Mas o foco não é esse.

Há questão é: neste três filmes, os protagonistas são personagens frustrados com o amor. Ainda que Elizabeth consiga superar essa frustração para poder, enfim, entregar-se aos braços de Jeremy, ela teve que passar por várias experiências para amadurecer e chegar a este nível. Mas o personagem de Tony Leung não o consegue.


Seria o próprio Wong Kar Wai frustrado em relacionamento amorosos? Não sei. Não o conheço tanto assim. Gostaria de assistir a Happy Together (uma das produções bastante aclamada do diretor), sobre um romance gay, para saber se também é um amor frustrado!





Norah Jones e Jude Law na cena mais bonita do filme.

PS: LEIAM AS RESENHAS SOBRE "AMOR A FLOR DA PELE" E "2046" NO SITE DA ZASHI!!!

Wednesday, June 20, 2007

Escola do riso

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Metrô, a opção mais rápida??

Não quando você está no centro, mais precisamente no Anhangabaú e precisa chegar na Consolação o mais rápido possível. Leva meia hora, por que você precisa fazer inúmeras baldiações e, se você mentalizar o percurso por cima, você dá uma volta absurdamente sem sentido, mas enfim...
A pressa era para assistir á sessão das 16h50 do filme “Warai no Daigaku”. Encontrei o Jorge e a Elisa – sim, vela-mor aqui foi no cinema com o casal, tá que se não fosse por mim eles não iria assistir esse filme, ou seja, eu os convidei e não ao contrário, isso torna a situação menos velática? Se é que posso usar esse termo – na Consolação ás 16h45. Rapidamente fomos até o Sesc, bem confortável por sinal, e entramos antes mesmo dos trailers.
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Warai no Daigaku (Escola do riso)

Direção: Mamoru Hosi
Gênero: Comédia
Tempo: 121 min.
Lançamento: 20 de Abr, 2007
Classificação: 12 anos
Elenco: Kôji Yakusho, Goro Inagaki, Tae Kimura, Masao Komatsu, Masaya Takahashi.

Até onde eu sei, no meu principiante e fraco japonês, Daigaku é faculdade. Ao pé da letra acho que seria “grande escola”, por que o “daí” é escrito com o kanji de grande...Enfim, enfim, não é tradução, é versão! Rsrsr


Durante a II Guerra Mundial, um jovem diretor, Tsubaki, leva sua última peça, uma paródia de Romeu e Julieta, para o censor Sakisaka, o qual crítica diversas passagens da peça e faz imposições severas demais, principalmente na questão da comédia. Para ele, não há motivos para a sociedade rir enquanto o Japão se encontra em dificuldades.
Carrasco, sério, durão, o censor é uma pessoa amarga que jamais riu e altamente patriota. Não quer que o povo ria, quer que os japoneses entendam a situação em que se encontram e a peça deveria incentivar o patriotismo, não o riso.
O filme gira em torno dessa discussão, com cenas simples, porém engraçadas. Com pouco elenco, o filme ganha nos diálogos entre os protagonistas. Entretanto, nem tudo é risada nesse filme.
Vale a pena conferir, infelizmente fica até o dia 21 de Junho, ou seja, AMANHÃ, em cartaz no Cinesesc, na Rua Augusta, 2075.

O motivo que me levou a ver esse filme?
Claro que foi por causa do ator!! Hahaha.
Inagaki Goro, ator e cantor do grupo SMAP, apresenta programas de comédia junto com os companheiro do grupo.

Inagaki Goro, não é uma graça??

Wednesday, May 30, 2007

Kurosawa - referência no cinema nipônico

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Akira Kurosawa é um dos – se não o maior – grandes nomes de referência ao cinema Japonês. Dirigiu mais de vinte filmes e foi o pioneiro em filmes de Samurai, cuja temática é a honra acima de tudo.
Morreu em Setembro de 1998 antes de concretizar seu último filme, “Ame Agaru” (Com título em português de “Depois da Chuva”), o qual foi finalizado pelo seu discípulo Takashi Koizumi.
Em 1958 ele filmava “Kakushi toride no san akunin”, cujo título em português é “A Fortaleza Escondida”. E foi para assistir á esse filme que eu matei a aula de Assessoria de Imprensa no dia 21 deste mês. E acho que fiz muito bem.
Estava disposta a pagar a entrada inteira do filme, por que não tinha certeza se ainda estavam aceitando a minha carteira da facul, sem data, sem foto. Afinal, Kurosawa é Kurosawa...Mas Kurosawa de graça é melhor ainda!
Eu não sabia que o filme fazia parte de um ciclo de filmes selecionados por Caetano Veloso. E muito menos imaginava que ele curtisse os filmes do Kurosawa. Acho que é um preconceito meu achar que só orientais o assistem! Enfim...
Os filmes desse ciclo estavam sendo de graça e se eu soubesse disso antes teria ido assistir vários, mas como sempre eu descubro essas coisas só no final ou quando já passaram (Perdi recentemente a exibição do filme Dolls no Cinusp, também de graça, do Takeshi Kitano e, tipo, eu estou LOUCA pra ver esse filme!! Ninguém merece!!)
Mas voltando ao filme...
A Fortaleza escondida é um filme simplesmente maravilhoso!
Os personagens são cativantes, principalmente a Princesa, mas Kurosawa dá um banho de imagens. Mostra como é possível fazer filmes marcantes em uma época que não havia tecnologia suficiente para concorrer com a magia de Harry Potter. E de tal maneira a não deixar um filme de 2h10 minutos em preto e branco ser tedioso!
Adorei!
Mas acho que é em “Depois da Chuva” que dá pra absorver melhor um pouco da cultura e da história dos Japoneses. Como em vários filmes, a honra é marcante. O protagonista é um samurai, que prometera á esposa que não lutaria por dinheiro, mas ele não consegue encontrar emprego. Por causa de uma enchente, eles são obrigados á parar em uma hospedaria, cuja pobreza é evidente. O samurai parte em busca de alimentos para os moradores e acaba sendo contratado para treinar os samurais de um feudo.

Vale a pena conhecer os filmes do Kurosawa!
Leia mais sobre Kurosawa:
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Monday, May 14, 2007

Crash - no limite

Julgar sem conhecimento de causa, preconceito ou mesmo taxar uma pessoa por causa de uma atitude são simplesmente bobagens. O mundo dá voltas e é essa a sensação que passa o filme “Crash – no limite”, com roteiro e direção de Paul Haggis.
Além da questão racial, evidente em inúmeros momentos do filme e de diversas formas, indo muito além do clássico "preto x branco", o que me chamou mais atenção é justamente o fato de nós sempre julgarmos uma pessoa por causa de UMA atitude, esquecendo que NINGUÉM é 100% bom ou 100% ruim e o filme trabalha exatamente isso.
A dicotomia bem x mal não existe nesse filme. Ninguém é “punido” ou “beneficiado”, o destino de cada um não é um prêmio pelos seus gestos ou atitudes. Por exemplo, o jovem policial Tom Hansen, que o filme inteiro é politicamente correto, não se sente bem com o abuso de autoridade do seu parceiro racista, e no final acaba cometendo um crime, motivado por um – talvez inconsciente, mas de fato não assumido – preconceito.
O personagem Anthony é um dos mais interessantes. Sente-se constantemente inferiorizado por sua cor negra, acredita ser alvo de preconceito o tempo inteiro. Em certo momento, ele critica a atitude da personagem de Sandra Bullock que abraça o marido por medo ao ver a dupla de negros – mais tarde, descobrimos que realmente ele estava certo nesse ponto – e critica a situação dizendo que somente por serem negros ela já os julga assaltante. No entanto, eles de fato a assaltam. É irônico por que ela acha injusto o acusarem de


alguma coisa, mas ele realmente comete essa “alguma coisa”.
Antony passa o filme inteiro assaltando carros, mas no fim descobre sem querer, ao roubar mais um, um tráfico de escravos. No entanto, ele não vende essas pessoas, ao contrário dá liberdade á elas.
Por essa atitude, ele deve ser considerado uma pessoa boa? Ou seu passado de crimes o condena?
Aí é que está o ponto X do filme. Isso que torna os personagens de Crash mais próximos da realidade e abertos á análises profundas. Eles são humanos e têm seus limites. Diante de uma situação, agimos de uma maneira, diante de outra, agimos diferente. Não somos perfeitos, mas não somos totalmente ruins.
Outra questão é a do julgamento precoce, que está, de certa forma, ligada á essa maneira tão irregular de agir do ser humano. Como não podemos adivinhar todas as atitudes de uma pessoa, a julgamos pelas quais conhecemos ou somente pela aparência, como foi o caso do trocador de fechaduras. Por ter cabelo raspado e uma tatuagem, é julgado como gângster e ladrão, quando na realidade é apenas um trabalhador que se esforça ao máximo para dar o melhor para sua pequena filha, que por pouco não foi morta por um comerciante que teve sua loja arrombada e acreditava que o responsável por isso fosse o trocador de fechaduras.
Acredito que o climax seja o entrelace das histórias dos personagens Crhistine e o policial Ryan. Este, ao parar um casal de negros, abusa de sua autoridade como policial os revista com humilhação. Ela acaba “reclamando demais” e é humilhada na frente do marido, ao ser tocada em partes íntimas pelo policial. (Isso abre uma discussão para um outro tema, a omissão do marido faz com que Cristine o acuse de não agir como um “negro”). Na manhã seguinte, ao sofrer um grave acidente de carro, Cristine é salva justamente por Ryan.
Aí você pára e pensa. Ao ser salva, ela deve esquecer o que passou no dia anterior? Esse gesto mostra que Ryan é uma boa pessoa? A meu ver, não, por que ele estava em serviço, agiu como policial e não como indivíduo, ele continua a ter raiva de negros por mortivos particulares (mas não justificáveis).
Há outras histórias e personagens tão interessantes quanto estes citados e todos eles se entrelaçam durante o filme, seja por um ter roubado o carro do outro ou por trabalharem juntos ou, até mesmo, agora é uma pouco confuso, por um ter atropelado o marido da mulher que bateu no carro em que seu irmão estava.
Um filme rico em história, com ótimos atores, e sob a óptica de uma mente brilhante como a de Haggis, que já mostrava seu talento como roterista em outros filmes, como "Menina de Ouro". Em Crash, ele prova que também é um excelente diretor.

Thursday, November 09, 2006

I wanna play a game!

Como acontece em muitos filmes - praticamente todos nos últimos anos - a sequência se tornou inevitável.

Pânico 1, 2, 3.

Não é mais um besteirol americano 1, 2.

Harry Potter 1, 2, 3 (Tudo bem, dou um desconto por que gosto dele e também por que há sequências no livro e não poderia ser diferente no cinema. Claro, não tira o fato de ser puramente comercial, mas tudo bem).

Daqui a pouco até drama e romances começarão a ter continuações.
Não vejo nenhum problema em ter continuação, mas a maioria é simplesmente para enxugar o lucro até a última gota e geralmente o segundo, terceiro, quarto filme é pior que o primeiro.
Por isso, geralmente vou com um pé atrás para assistir uma continuação.
Para minha total surpresa, Jogos Mortais é um dos melhores filmes de suspense dos últimos anos. E minha admiração aumentou quando assisti Jogos Mortais 2. É tão bom quanto o primeiro!!
O terceiro eu duvidei, mas o cara que escreveu o filme - desculpem-me, eu não sei quem foi - conseguiu!! É muito bom também!!
Se o Michel Myers não se cuidar, vai perder rapidinho o posto de meu assassino preferido!



Tuesday, October 31, 2006

Haloween - A ressureição

No dia das Bruxas, nada melhor do que filme de terror ou suspense.


Eu sempre gostei de filmes de terror e suspense, mas pra ser sincera eu dou muitas risadas enquanto assisto. Tem cada filme tosco. rs.
E com o passar dos anos só piorou. A tecnologia e os efeitos especiais ao invés de aperfeiçoar as cenas, tornou-as mais risíveis ainda, se é que isso é possível.
Confesso que nunca levei Freddy Kruger á sério, ele sempre foi um palhaço, mas Jason perdeu totalmente o meu respeito nos últimos filmes. Assisti várias “Sexta-feira 13”, desde o primeiro, até o Jason X Freddy. Lamentável. Pior ainda foi o Jason X, em que “bombaram” o Jason á ponto dele parecer um ciborg a lá Exterminador do Futuro misturado com Super Patos – alguém lembra desse desenho?
De uma história baseada em fatos reais, Jason se tornou uma máquina sádica de matar. Até aí, aceitável. Mas nos dois últimos filmes a matança foi desenfreada e sem um clima de realismo. A disputa entre Jason e Freddy é ridícula. As cenas de mortes, que se tornou o principal em seus filmes, são fracas. Imaginem a história então, que, obviamente, está em segundo plano.
Entretanto o meu “herói” sempre foi Michel Myers. Sempre achei o máximo aquela máscara branca e simples, ainda que a do Jason também fosse simples, a do Michel me fazia tremer. E como ele era fodão, mas com um objetivo: matar a sua irmãzinha. E quem entrasse no seu caminho para impedir isso.
Na época de “Pânico”, “O chamado” e cia lmtda, eu costumava dizer que os clássicos (Sexta-feira 13 e Halloween) ainda me faziam sentir medo, ou pelo menos um pouco. Mas depois da decepção com Jason, fiquei frustrada.
Minha última esperança era Michel Myers. Já tinha assistido Halloween 20 e gostei. Faltava ver "Haloween-a Ressureição".
Para mim, foi nota 8.
E foi mais do que esperava. Sinceramente, não gostei que Laurie Strode (Jamie Lee Curtis) fosse morta logo no início, pois este fato liberou Myers de seu objetivo e abriu a porta para ele matar desenfreadamente nas próximas seqüências – que haverá com certeza.
Como não podia deixar de ser, houve cenas toscas, como a do Michel quebrando a porta do quarto em que Laurie estava internada. E mesmo a cena da morte da irmãzinha, foi tosca.
Eu não esperava muito de um enredo que mais parecia estar na onda dos reality shows (pois é exatamente isso o roteiro. Grupo de universitários vão passar uma noite na casa onde o assassino passou sua infância e estão sendo televisionado), mas me surpreendi. As demais cenas de mortes que se seguiram foram boas e algumas mesmo deu até agonia.
Também acho que poderiam ter desenvolvido mais o fato da personagem Sarah receber ajuda através de mensagens on-lines. Essas cenas transmitiram um certo desespero nos telespectador e poderiam ter sido usadas por mais tempo.
Ainda assim, digo que foi bom por que fazia tempo que eu não ia para a cama com a sensação de ter alguém me espreitando em algum lugar da casa. Esse friozinho na barriga, que há tempos filme algum me provocava.
Ah, tá, pra não ser totalmente injusta com os filmes atuais, Jogos Mortais 1 e 2 é são ótimos. E Halloween também não é a oitava maravilha do mundo, mas em comparação com seus 'rivais', Jason e Freddy, ainda é assistível.



Foto 1: Posty Your Fear


Foto 2: Yahoo Movies

Friday, October 27, 2006

Sobre a 30ª Mostra Internacional de Cinema...

A PROMESSA - Diretor Chen Kaige
Roteiro: Chen Kaige, Zhang Tan
Fotografia: Peter Pau
Música: Klaus Badelt
Elenco: Hiroyuki Sanada, Jang Dong-Gun, Cecilia Cheung, Nicholas Tse, Liu Yeh, Chen Hong
Produtor: Sanping Han, Hong Chen
Produtora: 21st Century Shengkai Film, Capgen Investment Group


103 minutos
color, 35mm

"Uma jovem e pobre orfã faz uma promessa para se tornar bela e poderosa. Em troca, perderia todo homem que amasse. Anos depois, ela é uma deslumbrante princesa, arrependida da promessa que fez. Está rodeada de três homens apaixonados: um general, seu escravo e um duque. Aparentemente, a princesa está fadada a um destino solitário. Mas quando um outro escravo, disfarçado de general, salva sua vida, um sentimento forte e novo começa a nascer em seu coração. Com o despertar da paixão, ela prova com amargura o que o destino lhe reserva. Poderá o verdadeiro amor superar a mais temível das promessas?" (Texto retirado do site da 30ª Mostra: http://www2.uol.com.br/mostra/30/p_home.shtml)

Um ótimo elenco, em especial o ator Nicholas Tse. Mas sou suspeita de falar, por que o adoro. Entretanto, nesse filme, até meu amigo Emerson reconheceu que Tse mandou muito bem. Foi o primeiro filme dele que o vi como vilão!

Com esse rostinho lindo, só podia receber papéis de mocinho, mas provou com seu talento que é capaz de incorporar qualquer papel.

Adorei o filme também devido á fotografia. Belas imagens, belas cenas, figurinos maravilhosos!




Fotos: http://movies.yahoo.com/movie/1808756416/photo/stills


Últimas sessões na Mostra:
28/10

30/10

segunda-feira15:00
Reserva Cultural Sala 2

Monday, October 23, 2006

O Gabinete do Doutor Caligari



Um dos principais filmes de referencia ao expressionismo alemão, "O Gabinete do Dr. Caligari", 1919, é um filme clássico do cinema-mudo.
Privilegiando os efeitos de luz e sombra, o filme eh realizado sob a ótica de um louco, o que permitiu as distorções e deformações de casas, ruas e pessoas.


“As figuras centrais são o hipnotizador Caligari, que se apresenta num parque de diversões com seu médium Cesare, um sonâmbulo que mata várias pessoas sob hipnose e às ordens de seu mestre. O estudante Francis reconhece Cesare, quando ele arrasta sua amada, Jane”.

Francis acaba desmascarando a vida dupla do Dr. Caligari, pois além do seu show como hipnotizador, ele é diretor de um hospital psiquiátrico. Caligari tem um ataque e é levado pela polícia."
(Fonte: http://www.dw-world.de/dw/article/0,2144,450263,00.html)


Particularmente, eu só percebi o quanto esse filme é excelente no final, quando tudo se explica e você percebe que se trata da mente de um louco, mas não se pode dizer que antes disso o filme seja chato ou monótono. Pelo contrario, a decoração do cenário torna as cenas agradável e prende bastante a atenção do espectador.

Fora o, já renomado e praticamente santificado, ponto de referencia ao cinema-mudo, Charles Chaplin, eu julgava que filmes sem falas não fosse algo tão empolgante e que a formula só tinha sido bem aceita através da genialidade de Chaplin. Enganei-me redondamente.

Ao fim do filme é interessante refletir sobre as cenas, sobre a fotografia e sobre o jogo de luz que deram vida à fantasia de uma mente perturbada. É um ótimo filme.