Tuesday, January 02, 2007

Namida...

Namida, palavra japonesa, significa lágrima.

O choro é símbolo de grande tristeza ou intensa alegria, mas em geral é associada ao sofrimento. Eu considero o choro uma forma de escape e desabafo.
É também um modo de saber que estamos vivos. Enquanto choro, sinto meu corpo esquentar. Depois de chorar, sinto-me mais leve e meus olhos inchados se fecham em um sono profundo e recuperador.
Posso dizer que gosto de chorar.
Não confunda. Não gosto de sofrer. Gosto de chorar, por que ameniza o meu sofrimento. Coloco-o todo para fora de mim!
Porém, não há nada pior que ver outra pessoa chorando. Ainda mais se for alguém que eu amo muito. Não sei o que acontece comigo, mas nesses momentos eu travo. Quero abraçar tal pessoa, garantir que tudo vai dar certo, mas eu não tenho essa certeza, esse poder. Meus braços ficam colocados junto ao meu corpo, não consigo fazer e nem dizer nada.
Tento algumas palavras, mas sinto que deveria ter ficado calada. Ás vezes choro junto. Ás vezes choro depois. No geral, não faço nada.
E sempre espero que façam algo por mim.
Sou egoísta e mimada. Eu tenho consciência disso.
Mas quem disse que saber é uma vantagem, se eu não consigo mudar?
No momento só sei que devo dizer uma coisa:
Gomen nasai.
(Desculpa).

Castelo de areia - Ano Novo!

Retornei a praia mais uma vez e, novamente, não construí castelo de areia.

Conheci novas praias de Florianópolis, foram 3 dias e meio divertosos - como diria a Elisa - que passaram na velocidade da luz. Até as quase 10 horas de viagem de ônibus passaram despercebidas.

Na companhia de três amigos, Merso, Bruna e Marina, cheguei em Floripa ás 9h. Já eram por volta das 11h quando chegamos na Pousada da Ilha - muito cara, diga-se de passagem, pelo pouco que oferecia: quarto com ventilador de teto, com janela de frente para um MURO, piscina rasa e constantemente suja e um banheiro minúsculo.

Por outro lado, tivemos sorte. Fizemos reserva no começo da semana passada, dia 26 ou 27, para viajarmos dia 28. Em cima da hora, ainda conseguimos um lugar bom para ficar - mas repito, foi caro, foi-se toda minha graninha juntada com muito esforço do pouco que ganhei durante seis meses + alguns dias sem almoçar + voltar a pé pra casa = vida de pobre não é fácil!

Canasvieras, Praia Brava, Jurerê e Ingleses. Ano passado conheci Balneário Camboriú, Laranjeiras e Joaquina e ela continua sendo a mais linda, nenhuma outra tem o mar com um azul tão bonito. Jurerê e Canasvieiras são boas para nadar; Ingleses e Brava tem ondas fortes. Jurerê é dividida em duas: tradicional e internacional, conhecemos a segunda. Inúmeras casas maravilhosas, só dá gente de grana por lá, que inveja!

A virada passamos em Canasvieras, onde estávamos hospedados. Nunca tinha passado a virada na praia. Não era como Praia Grande e Santos, ambas com inúmeros fogos de artifícios a mais do que explodiram por lá, garantiram Bruna e Marina, ainda assim eu gostei bastante.

Há muito tempo que, tanto o natal quanto o ano novo já não é tão empolgante em casa. No bairro, os fogos vão diminuindo a cada ano. Cada vez menos pessoas vão andar no carro de bombeiros á meia noite.

Voltando á Canasvieiras, pulei as sete ondas.
Aliás seis.
Na última, de acordo com a Bruna, não se pode pular, deve-se deixar a onda molhar seus pés apenas. Ainda de acordo com ela, é um pedido por onda, mas eu fiz o mesmo nas seis.

Será que vai ter mais força para se realizar? Levando em consideração que fiz o mesmo pedido no Tanabata Matsuri deste ano? E sempre que vejo uma estrela no céu desejo a mesma coisa?Não sei.
Só sei que é divertido pensar que pode se realizar. Dá uma certa tranquilidade e, mesmo que não se realize, não há frustração - ao menos não para mim. Ah e também jogamos champagne - não lembro exatamente o que era - para Iemanjá e reforcei meu pedido!

Após os fogos e os pedidos, fomos escutar o show da Ivete. (Poeiraaaaaa!!! Levantou poeeiraaa). Apenas escutar, por que estavamos do lado de fora. O show era atrás da pousada em que ficamos. Gostaria de ter ido, a princípio, mas iria ficar com pouco dinheiro e no fim teria ficado muito puta da vida, por que a apresentação dela durou apenas 1h30. Achei pouco para uma apresentação de ano novo, enfim...Escutei e dancei de graça e como não esperava por um show, saí no lucro.

Como nem tudo pode ser belo, regressei á Sampa. Esta cidade repleta de castelos de pedras que eu amo e não conseguiria viver longe desse barulho e agitação de cidade grande!


Feliz 2007 para todos nós!